Descrição
Alecrim Folhas (Rosmarinus officinalis)
O Alecrim é um arbusto aromático perene da família das Lamiáceas, nativo da região mediterrânica. O seu nome científico deriva do latim “ros marinus” (orvalho do mar), referindo-se ao seu habitat costeiro. Venerado desde a antiguidade por gregos, romanos e egípcios, era considerado símbolo de fidelidade e memória. Os estudantes gregos usavam coroas de alecrim para melhorar a concentração nos exames. É uma das plantas medicinais mais versáteis e estudadas, com aplicações que vão do sistema nervoso ao digestivo.
Propriedades e Benefícios
- Estimulante cerebral: Melhora a memória, concentração e clareza mental
- Tónico geral: Combate a fadiga física e mental
- Digestivo: Estimula a digestão e alivia a dispepsia
- Colagogo e colerético: Favorece a produção e escoamento da bílis
- Hepatoprotetor: Protege e estimula a função hepática
- Antioxidante potente: Um dos mais poderosos entre as plantas aromáticas
- Anti-inflamatório: Alivia dores musculares e articulares
- Circulatório: Estimula a circulação sanguínea periférica
- Antiespasmódico: Alivia cólicas e espasmos digestivos
- Carminativo: Reduz gases e flatulência
- Antisséptico: Ação antimicrobiana em diversas aplicações
Composição
As folhas de Alecrim são ricas em óleo essencial (1-2,5%) contendo 1,8-cineol (eucaliptol), cânfora, alfa-pineno, borneol e verbenona. Contêm diterpenos fenólicos (ácido carnósico e carnosol, potentes antioxidantes), ácido rosmarínico, flavonoides (diosmina, hesperidina, luteolina), triterpenos (ácido ursólico, ácido oleanólico), taninos e minerais (cálcio, potássio, magnésio, ferro).
Indicações Tradicionais
- Fadiga mental e dificuldade de concentração
- Perda de memória e declínio cognitivo
- Exaustão física e convalescença
- Digestão lenta e dispepsia
- Flatulência e distensão abdominal
- Insuficiência hepática e biliar ligeira
- Dores de cabeça de origem digestiva ou tensional
- Má circulação periférica (mãos e pés frios)
- Hipotensão (tensão arterial baixa)
- Dores musculares e reumatismo (uso externo)
- Queda de cabelo e caspa (uso externo)
- Stress e esgotamento nervoso
Modo de Usar
Infusão: Colocar 1-2 colheres de chá de folhas secas (ou um raminho fresco) em 250ml de água a ferver. Tapar e deixar repousar 10-15 minutos. Coar e beber 2-3 chávenas ao dia, preferencialmente após as refeições.
Vinho medicinal: Macerar 30g de folhas secas em 1 litro de vinho branco durante 10 dias. Coar e tomar um cálice pequeno antes das refeições como tónico digestivo.
Uso externo – Banho: Preparar uma infusão concentrada (50g por litro) e adicionar à água do banho para revigorar e aliviar dores musculares.
Uso externo – Cabelo: Usar a infusão concentrada como último enxaguamento para fortalecer o cabelo e combater a caspa.
Óleo de massagem: Macerar folhas frescas em azeite durante 2-3 semanas. Usar para massajar zonas doridas.
Inalação: Adicionar folhas a água a ferver e inalar os vapores para clarear a mente e descongestionar as vias respiratórias.
Precauções
Contraindicado durante a gravidez, especialmente em doses terapêuticas, devido ao potencial efeito emenagogo e estimulante uterino. Usar com precaução durante a amamentação. Evitar em pessoas com epilepsia ou convulsões, pois a cânfora pode ser neurotóxica. Não recomendado para hipertensos não controlados, pois pode elevar a tensão arterial. Usar com moderação em caso de gastrite ou úlcera gástrica. Evitar doses elevadas ou uso prolongado sem orientação profissional. O óleo essencial puro nunca deve ser ingerido sem diluição adequada. Pode interagir com anticoagulantes, diuréticos, anti-hipertensores e lítio. Pessoas com alergia a plantas da família Lamiáceas (hortelã, alfazema, manjericão) devem ter precaução. Em uso externo, pode causar irritação cutânea em peles sensíveis; fazer teste prévio. Não exceder as doses recomendadas.



Avaliações
Ainda não existem avaliações.